Você está com o nome sujo e acha que não consegue crédito em lugar nenhum? Se você tem um imóvel, essa história pode ser bem diferente. O empréstimo com garantia de imóvel é uma das poucas modalidades de crédito que aceita pessoas negativadas — e não estamos falando de agiotas ou taxas abusivas, mas de bancos tradicionais e fintechs sérias, com taxas a partir de 0,89% ao mês.
A lógica é simples: quando você oferece um imóvel como garantia, o risco para o banco cai drasticamente. E quando o risco é menor, as exigências também são. Score baixo, restrições no Serasa, protestos em cartório — tudo isso pesa muito menos quando há um patrimônio real garantindo a operação.
Segundo dados da Serasa Experian, mais de 72 milhões de brasileiros estão com o nome negativado. Muitos têm imóveis quitados e não sabem que podem usá-los para acessar crédito com condições justas — e, muitas vezes, usar esse crédito justamente para quitar as dívidas que causaram a negativação.
Por que negativados conseguem aprovação no home equity
No crédito tradicional — empréstimo pessoal, cartão de crédito, financiamento de veículo — o banco empresta com base na sua promessa de pagar. Não há garantia real. Por isso, a análise é extremamente rigorosa: score de crédito, histórico de pagamentos, tempo de relacionamento com o banco, comprovação detalhada de renda, consulta a birôs como SPC Brasil e Serasa.
No empréstimo com garantia de imóvel, a dinâmica muda completamente. O banco tem uma garantia concreta e de alto valor: se você não pagar, ele pode executar o imóvel e recuperar o montante emprestado. Essa segurança — respaldada pela Lei 9.514/97 que regulamenta a alienação fiduciária — permite que a instituição seja muito mais flexível na análise de crédito.
O processo de execução via alienação fiduciária é rápido e extrajudicial. Diferente de uma ação de cobrança comum que pode levar anos na Justiça, a execução do imóvel alienado leva em média 6 a 8 meses. Essa eficiência na recuperação do crédito é o que permite aos bancos assumirem mais risco no perfil do tomador.

O que os bancos realmente analisam
Quando você solicita um empréstimo com garantia de imóvel estando negativado, os bancos focam em três pilares principais — e nenhum deles é o score de crédito:
1. O imóvel como garantia
Este é o fator mais importante. O banco avalia:
- Valor de mercado atual (determinado por engenheiro credenciado)
- Localização e liquidez (facilidade de venda caso precise executar)
- Documentação regularizada (matrícula atualizada, sem ônus, IPTU em dia)
- Tipo do imóvel (residencial urbano é o preferido, mas comercial e rural também são aceitos em algumas instituições)
2. Capacidade de pagamento atual
O banco quer saber se você consegue pagar a parcela hoje, independente do que aconteceu no passado. Para isso, analisa:
- Renda comprovada (formal ou informal)
- Comprometimento atual da renda com outras dívidas
- Se a parcela do novo empréstimo cabe no orçamento (geralmente limite de 30% da renda)
3. O contexto da negativação
Bancos entendem que a vida acontece. Eles analisam:
- Há quanto tempo ocorreu a negativação
- Qual foi o motivo (desemprego, doença, crise econômica são vistos com mais compreensão)
- Se é um padrão de comportamento ou uma situação pontual
- Se você já está tentando resolver a situação
Dado importante: Na CREDIOS, mais de 40% dos clientes que atendemos têm algum tipo de restrição no nome. A taxa de aprovação para esse perfil é de aproximadamente 75% — bem acima da média do mercado para crédito tradicional, que fica abaixo de 20% para negativados.
O que é ignorado ou pesa menos na análise
Para você entender o tamanho da diferença entre o home equity e o crédito tradicional, veja o que normalmente reprova alguém no empréstimo pessoal — e que pesa pouco ou nada quando há um imóvel como garantia:
Score de crédito baixo
No empréstimo pessoal, score abaixo de 500 pontos é praticamente uma sentença de reprovação automática. Os algoritmos dos bancos nem deixam o processo seguir adiante.
No crédito com garantia de imóvel, clientes com score 300, 350 ou 400 são aprovados regularmente. O score entra na análise como um dos fatores, mas o imóvel compensa. Já aprovamos clientes com score abaixo de 300 — casos extremos, mas que ilustram bem a flexibilidade da modalidade.
O Banco Central mantém o Sistema de Informações de Crédito (SCR), que os bancos consultam para ver seu histórico completo. No home equity, um histórico ruim é contextualizado pelo valor da garantia, não é automaticamente eliminatório.
Negativações ativas no SPC e Serasa
Dívidas em aberto que geram restrição no nome são o principal motivo de recusa em qualquer modalidade de crédito tradicional. Uma negativação de R$ 500 pode impedir um financiamento de R$ 50 mil.
No home equity, a maioria dos bancos aceita clientes com negativações ativas, desde que:
- Demonstrem capacidade de pagar a nova parcela
- O valor das negativações não seja absurdamente alto em relação ao crédito solicitado
- Não haja negativações com o próprio banco onde está solicitando
Algumas instituições, inclusive, têm produtos específicos para negativados, com análise diferenciada.
Protestos em cartório
Protestos por cheques devolvidos, duplicatas não pagas, boletos vencidos ou outros títulos costumam ser eliminatórios em análises de crédito tradicionais. Um protesto de R$ 1.000 pode fechar todas as portas.
No crédito com garantia de imóvel, protestos são vistos com mais flexibilidade — especialmente se forem antigos (mais de 2 anos), de valor baixo em relação ao crédito solicitado, ou se houver uma explicação razoável (crise econômica, pandemia, problema de saúde).
Histórico de inadimplência
Ter tido problemas de pagamento no passado — atrasos, renegociações, dívidas que foram parar em cobrança — prejudica muito a análise no crédito comum. O sistema "lembra" por anos.
No home equity, o que importa mais é a situação atual: você tem renda? A parcela cabe no orçamento? O imóvel está regular? Se as respostas forem sim, o passado pesa menos.

Dica prática: Se você vai solicitar um empréstimo com garantia de imóvel estando negativado, prepare-se para explicar o contexto das dívidas. Bancos são compostos por pessoas que entendem situações como desemprego temporário, problemas de saúde, divórcio ou crises econômicas. O importante é mostrar que a situação atual é diferente e que você tem condições de honrar o novo compromisso.
O que ainda pode reprovar sua solicitação
Ser negativado não é garantia de reprovação no home equity, mas algumas situações ainda podem dificultar ou impedir a aprovação. É importante conhecê-las para avaliar suas chances antes de iniciar o processo:
Imóvel com documentação irregular
Este é o principal motivo de reprovação, independente do perfil do cliente. Se o imóvel não pode ser alienado, não há operação. Problemas comuns incluem:
- Matrícula desatualizada: A matrícula precisa refletir a situação atual do imóvel e dos proprietários
- Imóvel em inventário não concluído: Enquanto o inventário não terminar, o imóvel não pode ser dado em garantia
- Área construída não averbada: Se você ampliou o imóvel e não regularizou na matrícula, há um problema
- Pendências de IPTU: Dívidas de IPTU podem gerar execução fiscal e comprometer a garantia
- Imóvel em área de risco ou irregular: Ocupações, loteamentos irregulares, áreas de preservação
A boa notícia é que muitos desses problemas podem ser resolvidos. Uma consultoria com um despachante imobiliário ou advogado especializado pode regularizar a situação em algumas semanas ou meses.
Renda insuficiente para a parcela
Mesmo com o imóvel como garantia, você precisa demonstrar capacidade de pagar. A regra geral é que a parcela não pode ultrapassar 30% a 35% da sua renda líquida comprovada.
Se a parcela mínima para o valor que você precisa é de R$ 3.000 e sua renda comprovada é de R$ 5.000, a conta fica apertada (60% de comprometimento). Nesse caso, o banco pode aprovar um valor menor, que gere parcela compatível com sua renda.
Para autônomos e empresários, a comprovação de renda é feita por extratos bancários, declaração de IR e faturamento. Não ter carteira assinada não é impedimento.
Ações judiciais envolvendo o imóvel
Se há disputa judicial sobre a propriedade do imóvel, os bancos não aprovam a operação. Situações como:
- Divórcio não resolvido com partilha pendente
- Herança contestada judicialmente
- Ação de usucapião em andamento
- Penhora judicial sobre o imóvel
- Disputa de posse com terceiros
O imóvel precisa estar livre e desembaraçado, com propriedade clara e indiscutível.
Dívidas relevantes com o próprio banco
Se você tem dívida significativa em aberto com o banco onde está solicitando o home equity, a aprovação fica muito difícil. O banco entende que você já deve para ele e quer emprestar mais.
Nesses casos, a estratégia é solicitar em outra instituição. Com mais de 15 bancos oferecendo home equity no Brasil, sempre há alternativas.
Negativações muito recentes ou em crescimento
Se você negativou há 30 dias e continua acumulando dívidas novas, o banco entende que a situação está se deteriorando, não melhorando. Negativações antigas e estabilizadas são vistas com muito mais tranquilidade do que um cenário de piora ativa.
Atenção: Alguns bancos têm políticas mais restritivas para negativados do que outros. É por isso que comparar múltiplas instituições é fundamental. O que é reprovado em um banco pode ser aprovado em outro com condições similares.
Como funciona o processo para negativados
O processo de contratação do empréstimo com garantia de imóvel para quem está negativado é essencialmente o mesmo de qualquer cliente, com algumas particularidades na análise:
Etapa 1: Simulação e análise inicial
Você informa os dados básicos — valor do imóvel, quanto precisa, sua renda — e recebe uma estimativa de viabilidade. Nessa etapa, já é possível identificar se há chances reais de aprovação ou se existem impeditivos óbvios.
Etapa 2: Envio de documentação
Documentos pessoais (RG, CPF, comprovante de residência), comprovantes de renda e documentos do imóvel (matrícula atualizada, IPTU). Para negativados, alguns bancos pedem também um extrato do Serasa ou relatório do SCR.
Etapa 3: Análise de crédito aprofundada
O banco analisa seu perfil considerando a garantia. É nessa etapa que as negativações são avaliadas no contexto — valor, antiguidade, motivo. Pode haver pedido de documentos adicionais ou esclarecimentos.
Etapa 4: Avaliação do imóvel
Um engenheiro credenciado visita o imóvel para determinar o valor de mercado. Essa avaliação é crucial porque define quanto você pode pegar emprestado (geralmente 50% a 60% do valor avaliado).
Etapa 5: Proposta formal
Com a análise de crédito aprovada e a avaliação do imóvel concluída, o banco emite a proposta formal com taxa de juros, prazo, valor das parcelas e todos os custos envolvidos.
Etapa 6: Assinatura e registro
Proposta aceita, o contrato é assinado em cartório e registrado na matrícula do imóvel. É nesse momento que a alienação fiduciária é formalizada.
Etapa 7: Liberação do crédito
Após o registro em cartório, o valor é liberado na sua conta em até 5 dias úteis.
Prazo total: Para clientes negativados, o processo pode levar de 35 a 50 dias, um pouco mais que a média de 30 a 45 dias para clientes sem restrições, devido às análises adicionais.
Como a CREDIOS ajuda negativados a conseguir crédito
Quando você está negativado, a escolha do banco faz toda a diferença. Cada instituição tem políticas diferentes para lidar com restrições. Algumas reprovam automaticamente qualquer negativação acima de determinado valor; outras analisam caso a caso; algumas são especializadas em perfis mais complexos.
Na CREDIOS, trabalhamos com mais de 15 bancos parceiros. Isso significa que conhecemos as políticas de cada um e sabemos exatamente onde direcionar cada perfil de cliente.
Por que isso importa na prática
Imagine que você tem uma negativação de R$ 15 mil no Serasa e precisa de R$ 200 mil.
- Banco A: Reprova automaticamente qualquer negativação acima de R$ 10 mil
- Banco B: Aceita negativações até R$ 50 mil se o imóvel valer mais de R$ 500 mil
- Banco C: Analisa caso a caso, independente do valor, focando na capacidade de pagamento
Se você for direto ao Banco A, será reprovado. Se usar a CREDIOS, direcionamos sua operação para o Banco B ou C, onde você tem chances reais de aprovação.
Nosso processo para clientes negativados
- Análise inicial gratuita — Avaliamos seu perfil, as características do imóvel e o histórico de restrições
- Mapeamento das negativações — Identificamos quais dívidas existem, valores, credores e antiguidade
- Direcionamento estratégico — Enviamos para os bancos com maior probabilidade de aprovação para seu perfil específico
- Negociação de condições — Buscamos as melhores taxas possíveis, mesmo para perfis com restrições
- Acompanhamento integral — Suporte em todas as etapas, esclarecendo dúvidas e resolvendo pendências
Não cobramos nada do cliente. Nossa remuneração vem dos bancos parceiros.
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Casos reais de aprovação
Na nossa carteira, temos diversos casos de clientes negativados que conseguiram aprovação e transformaram sua situação financeira:
Cliente com R$ 85 mil em dívidas diversas Negativado há 3 anos por dívidas de cartão e empréstimo pessoal. Score de 320. Imóvel avaliado em R$ 650 mil em São Paulo. Conseguiu R$ 320 mil com taxa de 1,19% a.m. em 180 meses. Quitou todas as dívidas à vista (com desconto de 60% em algumas), limpou o nome e ainda sobrou R$ 80 mil para capital de giro do negócio.
Empresária com protestos de R$ 45 mil Protestos de 2023 por duplicatas da empresa durante a crise pós-pandemia. Imóvel comercial avaliado em R$ 1,2 milhão. Aprovada em R$ 480 mil para reestruturar a empresa. Os protestos foram quitados com parte do crédito.
Casal com score 290 e múltiplas negativações Quatro negativações totalizando R$ 32 mil. Imóvel residencial de R$ 420 mil em Curitiba. Precisavam de R$ 150 mil para quitar dívidas e fazer uma reforma. Aprovados com taxa de 1,35% a.m. em 200 meses. Parcela de R$ 2.100 — menos da metade do que pagavam nas dívidas antigas.
O padrão em todos os casos? Imóveis com documentação regular e capacidade demonstrada de pagar a nova parcela.

Estratégia inteligente: usar o crédito para limpar o nome
Uma das formas mais inteligentes de usar o empréstimo com garantia de imóvel é justamente para quitar as dívidas que estão gerando a negativação. Parece contraditório à primeira vista — pegar empréstimo para pagar dívida —, mas a matemática faz todo sentido quando você coloca no papel.
Por que trocar dívida cara por dívida barata funciona
O problema das dívidas que negativam não é só a restrição no nome — é o custo. Cartão de crédito rotativo cobra 14% ao mês. Cheque especial, 8% ao mês. Empréstimo pessoal para negativado (quando você consegue), 10% ao mês ou mais.
No home equity, mesmo para negativados, as taxas ficam entre 1% e 1,5% ao mês. A diferença é de 10 a 14 vezes.
Exemplo prático com números reais
Situação atual de um cliente real:
- Dívida no cartão de crédito: R$ 40.000
- Dívida no cheque especial: R$ 15.000
- Empréstimo pessoal atrasado: R$ 25.000
- Total devido: R$ 80.000
- Soma das parcelas/juros mensais: R$ 9.500
- Conseguindo pagar? Não. Dívida crescendo todo mês.
Com empréstimo com garantia de imóvel:
- Valor solicitado: R$ 100.000 (R$ 80 mil para quitar + R$ 20 mil para custos e reserva)
- Taxa: 1,25% ao mês
- Prazo: 180 meses
- Parcela: R$ 1.450
- Economia mensal: R$ 8.050
Além da parcela muito menor, ao quitar as dívidas à vista, muitas vezes você consegue descontos. Credores preferem receber com desconto do que continuar com a dívida em aberto. Descontos de 40%, 50% ou até 70% são comuns em negociações de dívidas antigas.
O efeito no nome e no score
Quando você quita uma dívida negativada, seu nome sai do Serasa e SPC em até 5 dias úteis. O score começa a subir gradualmente nos meses seguintes. Em 6 a 12 meses, clientes que estavam com score abaixo de 400 frequentemente ultrapassam 600 ou 700.
Com o nome limpo e score recuperado, você volta a ter acesso a crédito normal, cartões, financiamentos. O home equity funciona como uma ponte para sair do ciclo de negativação e reconstruir sua vida financeira.
Alerta importante: Trocar dívida cara por dívida barata só faz sentido se você não voltar a se endividar. Se o problema foi descontrole financeiro, é fundamental mudar os hábitos junto com a troca de dívida. Caso contrário, você vai limpar o nome, ter crédito disponível de novo, e repetir o ciclo. Agora com um empréstimo de longo prazo nas costas.
Documentação necessária
Se você está negativado e quer solicitar um empréstimo com garantia de imóvel, organize a documentação com antecedência para agilizar o processo:
Documentos pessoais
- RG e CPF (ou CNH dentro da validade)
- Comprovante de residência recente (últimos 90 dias)
- Certidão de casamento ou declaração de união estável (se aplicável)
- Certidão de nascimento (se solteiro)
Comprovantes de renda
Para assalariados:
- Últimos 3 holerites
- Carteira de trabalho (páginas de identificação e contrato atual)
- Declaração de Imposto de Renda completa (último ano)
Para autônomos e profissionais liberais:
- Extratos bancários dos últimos 6 meses
- Declaração de Imposto de Renda completa
- Decore (Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos) se disponível
Para empresários e sócios:
- Contrato social e alterações
- Últimos 6 meses de extratos bancários PJ e PF
- Faturamento dos últimos 12 meses
- Declaração de IR PF e IRPJ/Simples
Documentos do imóvel
- Matrícula atualizada do imóvel (emitida há menos de 30 dias)
- IPTU do ano vigente
- Certidão negativa de ônus reais
- Certidão de situação fiscal do imóvel
Para negativados (documentos adicionais que podem ser solicitados)
- Extrato do Serasa ou Boa Vista
- Relatório do SCR (Sistema de Informações de Crédito do Banco Central)
- Carta explicando o contexto das negativações (alguns bancos solicitam)
Dica: A matrícula atualizada é o documento mais importante do imóvel. Solicite no Cartório de Registro de Imóveis da região. O custo varia de R$ 50 a R$ 150 dependendo do estado. Peça a matrícula inteiro teor, que contém todo o histórico do imóvel.
Quando NÃO vale a pena (mesmo conseguindo aprovar)
Conseguir aprovação não significa que você deve contratar. Mesmo negativado e precisando de crédito, algumas situações pedem cautela ou alternativas:
A dívida atual pode ser renegociada com grande desconto
Antes de fazer um empréstimo novo, tente renegociar as dívidas existentes diretamente com os credores. Opções como o Serasa Limpa Nome e feirões de renegociação frequentemente oferecem descontos de 70%, 80% ou até 90% para pagamento à vista ou em poucas parcelas.
Se você deve R$ 50 mil e consegue um acordo por R$ 15 mil à vista, pode ser melhor juntar esse valor de outra forma do que comprometer seu imóvel em um empréstimo de R$ 50 mil.
Você não resolveu a causa do endividamento
Se o problema foi gastar mais do que ganha sistematicamente, trocar a dívida não resolve nada. Você vai limpar o nome, ter limite de cartão disponível de novo e, sem mudança de comportamento, voltar a se endividar em poucos meses.
Antes de contratar, faça um orçamento realista. Entenda para onde vai seu dinheiro. Corte gastos desnecessários. O home equity deve ser uma ferramenta de reconstrução, não um paliativo que empurra o problema para frente.
O imóvel é sua única segurança patrimonial
Se você não tem reserva de emergência, não tem outros bens e o imóvel é literalmente tudo que você tem, comprometê-lo é muito arriscado. Imprevistos acontecem — perda de emprego, doença, acidente —, e você precisa ter margem para absorver impactos sem colocar sua moradia em risco.
A parcela vai apertar demais o orçamento
Mesmo que o banco aprove, avalie se a parcela cabe com folga. Uma parcela que consome 35% da renda hoje pode virar 50% se você tiver uma redução de renda. Não se empolgue com o valor disponível — pegue apenas o necessário e que você consiga pagar mesmo em cenários adversos.
Você tem expectativa de renda que pode não se concretizar
"Vou pegar o empréstimo e pagar com o dinheiro que vou receber da venda do carro / do processo trabalhista / do negócio que vai fechar." Cuidado. Se essa expectativa não se concretizar, você estará com uma dívida de longo prazo garantida pelo seu imóvel.
Alternativas ao home equity para negativados
Se o empréstimo com garantia de imóvel não for a melhor opção para você, existem alternativas:
Empréstimo com garantia de veículo
Se você tem um carro quitado, pode usá-lo como garantia. As taxas são um pouco maiores que o home equity (1,5% a 2,5% ao mês), mas o processo é mais rápido e você não compromete o imóvel. Instituições como Creditas e BV oferecem essa modalidade.
Renegociação direta com credores
Como mencionado, negociar diretamente pode resultar em descontos expressivos. Use plataformas como Serasa Limpa Nome, Acordo Certo ou negocie diretamente com cada credor.
Antecipação do FGTS
Se você tem saldo no FGTS, pode antecipar o saque-aniversário. As taxas são relativamente baixas e você não compromete nenhum bem.
Consignado (se você tem margem)
Se você é aposentado, pensionista, servidor público ou trabalha em empresa conveniada, o consignado tem taxas baixas e aceita negativados (o desconto é em folha, então o risco de inadimplência é mínimo).
Conclusão
Estar negativado fecha muitas portas, mas não todas. Se você tem um imóvel quitado ou com boa parte paga, o empréstimo com garantia de imóvel pode ser a saída para reorganizar suas finanças, quitar dívidas caras e recomeçar com o nome limpo.
A chave é usar o crédito de forma estratégica. Não adianta trocar dívida se você vai repetir os mesmos erros. Use essa oportunidade para quitar o passado, ajustar o orçamento e construir um futuro financeiro mais saudável. O home equity é uma ferramenta poderosa — mas, como toda ferramenta, o resultado depende de como você usa.
Quer saber se você pode conseguir crédito mesmo negativado? Faça uma simulação gratuita e nossa equipe entra em contato para analisar seu caso. Não fazemos consulta ao SPC/Serasa na simulação, então você pode consultar sem medo de "sujar" ainda mais o nome.
Está negativado e tem dúvidas sobre suas opções de crédito? Entre em contato com nossa equipe pelo site ou WhatsApp. A consulta é gratuita e sem compromisso.

Escrito por
Gabriel Meirelles
CEO & Fundador da CREDIOS. Especialista em crédito imobiliário com anos de experiência ajudando clientes a conquistarem as melhores condições de empréstimo com garantia de imóvel.
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